Skip to main content
O Scheduler (codename Chronos) é a camada de automação durável do ChatCLI. Ele permite:
  • Agendar ações por tempo absoluto, relativo, cron ou interval.
  • Esperar condições (HTTP, K8s, Docker, TCP, file, shell, LLM) e disparar ações só quando satisfeitas.
  • Encadear jobs em DAG com DependsOn / Triggers.
  • Rodar em daemon que sobrevive ao fechar da CLI — perfeito para deploys longos, terraform apply, migrações de banco.
  • Dar aos agents uma ferramenta @scheduler para planejar os próprios follow-ups (“aguarde o deploy e me avise”).
Tudo persistente via WAL com CRC32, snapshots periódicos, circuit breakers por evaluator/action, rate limiter global e por-owner, audit log JSONL, métricas Prometheus e hooks de lifecycle.
Todos os três modos do ChatCLI (CLI interativa, servidor gRPC, operador K8s) podem usar o scheduler. O daemon é opcional — em uso casual o scheduler roda in-process e o WAL replaya os jobs na próxima vez que você abrir o CLI.

Visão geral do fluxo

Cada job pode disparar imediatamente, esperar uma condição, encadear outros jobs e propagar lifecycle hooks. O diagrama abaixo mostra um pipeline típico de deploy + verificação + notificação:

Por que você precisa disso

Antes do scheduler, ChatCLI era sempre síncrono. Você pedia algo, esperava, recebia resposta. Agora:
O terraform apply roda, espera a deployment ficar Available, então executa o check final. Você volta horas depois e pergunta /jobs history para ver o que aconteceu.

Dois modos de execução

Sem setup. Abra o chatcli normal e use /schedule / /wait / /jobs. O scheduler roda dentro do próprio processo.
O status line no prompt mostra [jobs: 1⏳] enquanto há jobs ativos.
Se você sair do chatcli, os workers param. Os jobs pendentes ficam no WAL (~/.chatcli/scheduler/wal/) e serão replayados automaticamente na próxima vez que você abrir o CLI.

Comando /schedule — criar um job

Valores de --when

O DSL aceita múltiplos formatos:

Valores de --do

Sete tipos de action:

Flags completas

Skills viajam com o job

Um job agent: dispara com o mesmo conhecimento do run que o criou. Os nomes das skills ficam no payload do job e são re-resolvidos contra o diretório de skills na hora do disparo — funciona inclusive em daemon mode, onde o processo executor não tem acesso à sessão que agendou.
  • Jobs criados por um agent via @scheduler herdam automaticamente as skills ativas do run criador (pinned + auto-ativadas); passe uma lista skills explícita (mesmo vazia) para sobrepor.
  • Jobs criados por você via /schedule carregam só o que você passar com --skill (repita o flag para várias).
  • A resolução é best-effort: skill que não existe mais é pulada, nunca fatal.

Exemplos


Comando /wait — bloquear até condição

Açúcar sintático para “esperar que X aconteça e opcionalmente fazer Y”.

DSL de condições

Exemplos

Timeouts

  • --on-timeout fail (padrão) — marca como timed_out e encerra.
  • --on-timeout fire_anyway — roda a ação mesmo sem a condição satisfeita.
  • --on-timeout fallback — roda o action alternativo definido em WaitSpec.Fallback (via JSON spec) e depois falha.

Comando /jobs — gerenciar

O autocomplete (pressione Tab) sugere:
  • Subcomandos (list, show, cancel, …)
  • IDs reais dos jobs para show/cancel/pause/resume/logs
  • Valores para --status (pending, running, waiting, …) e --owner (me, user, agent, worker, system, hook)

Daemon mode

Ciclo de vida

  • --detach faz re-exec com setsid (Unix) / CREATE_NEW_PROCESS_GROUP (Windows), libera o terminal. Log vai para <socket_dir>/daemon.log.
  • O CLI interativo auto-detecta um daemon na socket configurada e vira thin client/schedule, /wait, /jobs round-trip por IPC.
  • Stale sockets (processo morto) são limpos automaticamente antes de start.

Protocolo IPC

Socket UNIX com frames de 4-byte length-prefix + JSON payload. Kinds suportados:
  • ping, bye — health/close
  • enqueue, cancel, pause, resume, query, list, snapshot, stats — operações
  • subscribe — server-sent events para UI
Durabilidade é idêntica ao in-process: WAL fsync antes de admitir, snapshot periódico, replay on boot.

systemd / launchd

chatcli daemon install imprime um template pronto para colar em /etc/systemd/system/chatcli-scheduler.service ou ~/Library/LaunchAgents/.

@scheduler — tool para agents

Dentro do ReAct loop, o agent pode chamar @scheduler com 5 subcomandos. Isso permite agents plancjar pausas autônomas.
Subcomandos:
Owner do agent é preservado automaticamente — filter.owner == OwnerAgent por default no list, e agents só podem cancelar jobs que criaram (ou jobs de workers filhos).
wait síncrono dá sinais de vida. Enquanto um wait síncrono faz polling, uma linha de heartbeat ⏳ é impressa a cada 30s (streamada ao vivo para clientes ACP/MCP) com o status do job, o tempo decorrido e quando a espera desiste. Se o orçamento da espera acabar, o job não é cancelado — ele continua rodando em background, e o resultado da tool orienta o modelo a buscá-lo depois com query ou reemitir com "async": true.

Evaluators e actions — plug-in registry

Evaluators builtin

Cada um implementa ConditionEvaluator em cli/scheduler/condition/:

shell_exit

Executa comando, compara exit code com expected (default 0).

http_status

GET/POST para URL, matching exato ou por regex no body.

file_exists

Presença de arquivo, tamanho mínimo, mtime estável.

k8s_resource_ready

kubectl get + jsonpath; Pod, Deployment, StatefulSet, Service, etc.

docker_running

docker inspect; running + healthcheck.

tcp_reachable

Dial TCP com timeout.

regex_match

Shell cmd + regex contra stdout/stderr/combined.

llm_check

LLM headless responde YES/NO à sua pergunta.

custom

User script — args via env CHATCLI_SCHEDULER_SPEC.

all_of / any_of

Composite com curto-circuito e negação por filho.

Actions builtin

Em cli/scheduler/action/:
  • slash_cmd — invoca /foo args via command handler.
  • shell — comando shell sob CoderMode safety (allowlist/denylist de /config security).
  • agent_task — boota ReAct loop com a tarefa.
  • worker_dispatch — single-agent worker invocation.
  • llm_prompt — LLM call headless, opção de append na history.
  • webhook — HTTP POST/GET/PUT com JSON body, headers, expected status.
  • hook — fire hook chatcli por evento.
  • noop — útil para pipelines só com Triggers.
  • agent_resume — retoma um agent estacionado via @park. Carrega snapshot, reentra o ReAct loop com a history restaurada. Veja Agent Park & Resume.
  • park_poll — driver de polling do @park for_url / for_cmd. Roda a cada interval; ao casar success_when ou estourar deadline, dispara um agent_resume. Self-rescheduling crash-safe.

Durabilidade

WAL (Write-Ahead Log)

  • Um arquivo por job: ~/.chatcli/scheduler/wal/<jobid>.wal
  • Framing: magic[4] | length[4] | crc32[4] | payload | crc32[4] — duplo CRC detecta torn writes.
  • Atomic write via tmp+rename + dir fsync.
  • Arquivos corrompidos viram <jobid>.wal.corrupt para inspeção.

Snapshot

  • Escrito a cada SNAPSHOT_INTERVAL (padrão 5min) em snapshot.json.
  • Atomic replace via tmp-rename.
  • Boot preferencial: snapshot → overlay com qualquer .wal mais novo.

Replay on boot

  • Jobs Running ou Waiting no momento do crash voltam a Pending com Attempts preservado.
  • Missed fires respeitam MissPolicy:
    • fire_once (padrão) — coalesce de todos os ticks perdidos em um único fire.
    • fire_all — fire por cada tick perdido (opt-in, pode saturar).
    • skip — ignora a janela perdida, forward pra próxima.

Garbage collection

  • Jobs terminais ficam TTL em disco (padrão 24h) para /jobs history.
  • GC loop (WAL_GC_INTERVAL, padrão 1h) unlink .wal expirados.

Segurança

Action allowlist

CHATCLI_SCHEDULER_ACTION_ALLOWLIST controla quais tipos de action podem ser agendados. Default:
Cada action passa pela sua porta de segurança específica:
  • shellpreflight + re-check no fire contra CoderMode (ver próxima seção).
  • webhook → http.Client com timeout e max response size.
  • agent_task → reenter ReAct loop que mantém sua própria policy interativa.
  • slash_cmd → vai pelo CommandHandler do CLI (sujeito ao fluxo normal da sessão).

Preflight CoderMode para shell

O scheduler nunca prompta interativamente. Em modo daemon não existe usuário presente; em cron noturno o usuário pode estar offline. Então toda aprovação acontece na hora do /schedule, não no fire.
Todo comando shell embutido num job (na Action, no Wait.Condition ou nos filhos de composites all_of/any_of) passa pelo PolicyManager do CoderMode — o mesmo que /coder e /agent usam interativamente. Três resultados: O preflight acontece antes do WAL write, então jobs perigosos nunca chegam a ficar persistidos. E no fire, o RunShell do bridge re-carrega a policy do disco e re-classifica — se o operator adicionou uma Deny rule entre o schedule e a execução, o job falha em vez de rodar.

Como editar a policy do CoderMode

/config security agora é hierárquico. A forma sem subcomando continua mostrando o panorama read-only; subcomandos novos mutam o PolicyManager ao vivo e persistem em ~/.chatcli/coder_policy.json:
Fluxo típico depois do /schedule reclamar:
Confirmação destrutiva: deny e forget sempre perguntam [y/N]. allow pergunta apenas quando o pattern é “amplo” (ex: @coder exec sozinho ou um sufixo muito curto). Adicione --yes / -y para pular o prompt em scripts. Scope das mudanças: allow / deny / forget atualizam o JSON imediatamente; o CLI interativo (workerPolicyAdapter) recarrega a cada prompt Ask, e o scheduler recarrega a cada RunShell. Se você editou o JSON externamente, use /config security reload para forçar todos os caches a re-lerem. Os caminhos alternativos (mais antigos) continuam válidos:
  1. Pelo prompt interativo do /coder — escolher “Allow always” ou “Deny forever” num safety prompt também persiste a rule via PolicyManager.AddRule. Mesma infraestrutura do /config security allow/deny.
  2. Editar ~/.chatcli/coder_policy.json direto — útil para onboarding em lote (copiar um coder_policy.json pronto pro time), ou para regras por-projeto em <root>/coder_policy.json (merged com a global).
    A pattern usa prefix match sobre <toolName> <args> como o PolicyManager normaliza. Deny sempre bate allow.

--i-know e i_know (agents)

Quando você quer agendar um comando fora da allowlist sem adicioná-lo permanentemente:
Isso seta Job.DangerousConfirmed=true e o job passa pelo preflight mesmo com classificação Ask. Denylist continua bloqueando — --i-know não sobrepõe um deny explícito. Agents também têm a forma equivalente via tool call:
A autorização aqui é implícita: você já autorizou o agent quando rodou /agent. Se quiser travar agents de usarem i_know, configure CHATCLI_SCHEDULER_ALLOW_AGENTS=false ou mantenha os comandos perigosos na denylist (agents nunca conseguem burlar denylist).

Bypass total (trusted automation)

Para automações internas em ambiente confiável, você pode desligar a checagem de policy inteiramente por-job:
  1. Operator permite: CHATCLI_SCHEDULER_SHELL_ALLOW_BYPASS=true
  2. Job cria com bypass_safety: true no spec JSON da action:
Evite — quase sempre o caminho correto é aprovar o comando uma vez via /coder (escolher “Allow always”) ou usar --i-know explicitamente no /schedule. Bypass é para CI/CD em containers efêmeros onde a sandbox é o isolamento.

Rate limiting

Token-bucket global + per-owner com tolerância de nanodelay:
Um agent em ReAct loop runaway não consegue inundar a fila — o rate limiter rejeita com Retry-After hint.

Circuit breakers

Um breaker por evaluator type e um por action type, com closed → open → half_open classic:
Se o k8s API cair, o breaker k8s_resource_ready abre e todos os jobs dependentes fail-fast com ErrBreakerOpen em vez de saturar o worker pool.

Audit log

Toda mutação (create, transition, cancel, fire) escreve uma linha JSON em ~/.chatcli/scheduler/audit.log. Rotação por lumberjack (padrão 10 MiB, 7 backups, 30 dias).

Autorização

  • OwnerUser e OwnerSystem podem cancelar qualquer job.
  • OwnerAgent só pode cancelar jobs próprios ou de workers filhos.
  • Cross-owner cancel retorna ErrNotAuthorized e fire hook PreJobCancel para auditoria.

Observabilidade

Métricas Prometheus

Events

Scheduler publica no cli/bus e dispara hooks chatcli:
  • job.created, job.scheduled, job.fired
  • job.wait_started, job.wait_tick, job.wait_satisfied
  • job.running, job.completed, job.failed, job.timed_out, job.cancelled, job.skipped
  • job.retry_queued, job.paused, job.resumed, job.dependency_resolved
  • breaker.opened, breaker.half_open, breaker.closed
  • daemon.started, daemon.stopped
Hooks recebem Scheduler.<evento> como HookEvent.Type — você pode amarrar um Slack webhook em Scheduler.job.failed via ~/.chatcli/hooks.json.

Status line no prompt

Quando há jobs ativos, o prefix do prompt ganha [jobs: 2▶ 1⏳ 1✗]:
  • running
  • 👁 waiting (em polling)
  • pending
  • blocked (aguardando deps)
  • failed

Configuração completa

Veja Variáveis de Ambiente → Scheduler para as ~25 env vars.

/config scheduler


Arquitetura interna (resumida)

  • Schedule pump (1 goroutine) drena a priority queue por NextFireAt.
  • Worker pool (N goroutines = WORKER_COUNT) executa handleJob (wait → action → finalize).
  • Snapshot loop (1 goroutine) freeze periódico.
  • GC loop (1 goroutine) reap terminais expirados.

Próximos passos

Cookbook: Automatizações

Exemplos práticos: deploy com wait, cron de backup, pipeline com DAG.

Referência: Comandos

Tabela completa de flags e subcomandos.

Referência: Env vars

Todas as 25+ variáveis do scheduler.

Hooks System

Amarrar webhooks Slack/PagerDuty nos eventos do scheduler.